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O perfil do engenheiro do futuro



12 de dezembro de 2016

Por mais que o setor da construção civil tenha sido uma das áreas que mais evoluíram nos últimos anos, ainda precisamos conversar sobre o seu futuro. Ou melhor, sobre o engenheiro do futuro. Na atualidade, já é comum pelos formandos e pré-universitários que para desenvolver uma sólida carreira no mercado da construção civil envolve bastante dedicação e uma formação extensa. Mas, no cenário competitivo atual, isso não é o bastante.A verdade é que estamos inseridos em ambientes de negócios complexos, que ‘obrigam’ o uso da tecnologia e da inovação tecnológica propriamente dita. Mas para ser utilizada corretamente, a tecnologia requer atributos e conhecimentos próprios das pessoas. E, infelizmente, o Brasil ainda não desenvolveu uma base cultural de inovação tecnológica, um processo demorado que contempla desde a educação básica até a formação dos engenheiros.

Além disso, muitos profissionais optam por não se especializarem na área, já que as próprias empresas brasileiras não exigem isso. Muitos, inclusive, nem chegam a atuar na sua área de formação. Mas num futuro não tão distante, a formação mais completa e aprofundada será vista como um diferencial. Neste post, lhe daremos um panorama geral da atuação do engenheiro no Brasil, bem como as tendências futuras relacionadas a sua carreira. Veja:

A demanda atual de profissionais no Brasil

Segundo o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura), o Brasil está sofrendo com um déficit de 20 mil novos engenheiros para atender a demanda atual do país. E de todos os países do BRIC (sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia, China), o Brasil se configura como o que menos forma engenheiros por ano. Isso é resultado, principalmente, da incapacidade dos profissionais em inovarem no âmbito tecnológico.

Este fator, associado a baixa taxa de matrículas nos cursos de engenharia e a alta evasão de alunos nos dois primeiros anos da faculdade, ajudam a colocar o Brasil abaixo da média dos demais países do BRIC. Além disso, após formados, apenas uma parte dos engenheiros atuação em sua área de formação. Muitos se empregam em outros ramos ou seguem carreira docente dentro das instituições de ensino superior.

E como muitas construtoras, incorporadoras e imobiliárias não priorizam a contratação de mestres e doutores, os engenheiros recém-formados acabam perdendo o interesse em se especializarem. Embora não percebam, as companhias também sofrem com a contratação de mão de obra generalista e não especializada, já que elas ficam impossibilitas de inovarem em seus produtos e serviços e ganharem competitividade no mercado nacional e internacional.

As tendências a favor da carreira de engenheiro civil

Os problemas relacionados ao baixo número de engenheiros formados no Brasil e à pouca especialização dos profissionais têm colocando em ‘cheque’ não somente a produtividade do setor de construção civil no país, como também das próprias empresas de engenharia. Logo, para que o país seja inserido no contexto das nações inovadoras, será necessário ampliar a mão de obra pós-graduada, principalmente junto às companhias.

E com a rápida evolução dos softwares e a consequente obsolescência dos sistemas de gestão antigos, a formação do engenheiro deve contemplar desde os conteúdos básicos até os conhecimentos científicos, tecnológicos, econômicos e mercadológicos da atualidade. Nos próximos anos, é bem provável que os engenheiros com formação mais completa sejam mais visados no mercado, principalmente por parte daquelas empresas que querem inovar.

O perfil do engenheiro do futuro

Todos reconhecem que o conhecimento teórico é fundamental para a carreira de qualquer profissional. Mas a próxima geração de engenheiros deverá ter mais do que habilidades em matemática e ciências. A Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), com base em pesquisas realizadas por milhares de especialistas no assunto, desenvolveu o perfil geral do profissional do futuro, que inclui as seguintes características:

  • Estar interessado em aprender ao longo de toda a vida;
  • Ser flexível e capaz de lidar com as incertezas do mercado;
  • Estar sempre disposto a contribuir para a inovação e ser criativo;
  • Ser capaz de trabalhar em equipe e assumir responsabilidades;
  • Possuir sensibilidade social e aptidões para a comunicação;
  • Ter noções de áreas do conhecimento que formam a base de várias habilidades profissionais;
  • Ter conhecimentos de empreendedorismo;
  • Estar preparado para o mercado de trabalho internacional, através do conhecimento das diferentes culturas;
  • Ter conhecimento de línguas estrangeiras, como inglês e espanhol;
  • Possuir interesse por disciplinas que tratem de assuntos internacionais, como direito internacional ou comércio internacional.

Além destas características e habilidades, o engenheiro precisará transitar em várias disciplinas. Somente assim ele terá uma visão mais profunda dos campos relacionados à construção civil e ter habilidades suficientes para atender as necessidades da sociedade do futuro, principalmente com relação à sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Mas para isso, ele precisa dominar sistemas mais complexos, como:

  • Sistemas sustentáveis, como o uso eficiente da energia e materiais;
  • Sistemas inteligentes que vão além das dimensões da Bioengenharia e aprendem com o meio ambiente, ajustam a operação e se consertam;
  • Micro e nano sistemas, que são indispensáveis na maioria dos novos produtos;
  • Mega sistemas, que são complexos e perigosos tanto tecnicamente como financeiramente.

Viu só como será o perfil do engenheiro do futuro? Está pensando em seguir esta carreira? Comente suas opiniões e experiências no campo de comentários abaixo!

 

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