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Investimento público em malhas de rodovias no país é insuficiente, tendência é de privatização

O Brasil poderia ser muito melhor organizado na sua infraestrutura de transporte. Para isso, necessita-se uma variedade muito maior de opções logísticas para escoamento de produção e viagens turísticas. Por isso, nos últimos anos, o investimento governamental em transporte diminuiu. Segundo dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o investimento federal em rodovias caiu 2,3% em relação a 2019.

O total de investimentos do governo foi de R$ 6,74 bilhões em adequação, construção e manutenção de rodovias, o que, descontando a inflação, corresponde a 31,7% do que se investiu em 2010, apenas para manutenção de rodovias. Em contrapartida, houve queda de 1,5% no investimento em adequação, de 15,0% em construção de rodovias e um aumento de 0,6% em manutenção rodoviária. Ainda é muito pouco para resolver os gargalos de transporte apresentados pelo Brasil.

Dificuldades no financiamento de projetos

A malha concessionada, ou seja, cedida à iniciativa privada, também encontrou dificuldades de investimento no último ano. O investimento das concessionárias de rodovias em 2019 caiu 17,4% em relação a 2018, resultando num total de R$ 5,47 bilhões, o que corresponde ao menor valor da última década. Então, as quedas no investimento privado em rodovias vêm sendo registradas há 6 anos seguidos.

A CNT aponta que para reverter a tendência de queda de investimento no transporte, é necessário um plano de ação baseado na aceleração de novos programas de concessão e também a retomada dos investimentos por parte do Estado, com mais financiamento público.

A malha ferroviária do país é quase toda privatizada, e mesmo assim, o investimento das concessionárias caiu 26,4% em 2019 quando comparado a 2018, num total de R$3,51 bilhões. Do mesmo modo, a tendência de queda de investimento se confirma também nos quatro anos anteriores.

Tendências de investimento público em transporte

Já o investimento público federal nas ferrovias caiu 36,9% em 2020 quando comparado a 2019. O total foi de R$364,1 milhões, sendo cerca de R$300 milhões apenas na FIOL (Ferrovia de Integração Leste-Oeste) na Bahia e Tocantins. Trechos da ferrovia já estão indo a leilão para exploração da iniciativa privada.

De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial, a malha rodoviária brasileira tem nota 3 em uma escala que vai de 1 a 7 (do pior ao melhor). O Brasil ocupa a 116ª posição em qualidade de rodovias entre 141 países analisados. Já a conectividade da malha tem nota 76,1 em uma escala de 0 a 100, nos deixando em 69º lugar entre 141 países. Há ainda muito espaço para melhorias e uma grande necessidade de investimento para a melhoria do transporte nacional.

De acordo com relatório do CNT, a redução dos investimentos nas rodovias federais nos últimos anos é preocupante. Pois prejudica a qualidade da malha nacional, deixando o Brasil em situação ruim quando comparado a outros países em níveis de pavimentação, extensão de rodovias, densidade e qualidade.

2022: concessões futuras fortalecem mercado

Dados do Ministério da Infraestrutura mostram que as concessões rodoviárias previstas até 2022 deverão representar pelo menos R$ 135,10 bilhões em investimentos em 12 projetos que alcançam 16.487 km de rodovias. Os leilões estão previstos para 2021 e 2022 com o critério da menor tarifa de pedágio, com contratos de concessão que vão de 10 a 35 anos.

O investimento médio anual em rodovias federais entre 2016 e 2020 foi de aproximadamente R$ 8,17 bilhões ao ano. Esse investimento foi 36,9% menor do que entre os anos de 2011 e 2015. A tendência é de que a malha rodoviária siga o exemplo dos demais modais de transporte (ferroviário, aeroviário e aquaviário). Como resultado, se torne cada vez mais privatizada.

Há potencial para R$130 bilhões em investimentos no setor de transporte no Brasil. A maior dificuldade, porém, é atrair investidores para o país, que enfrenta uma crise econômica. A saída, apontam os especialistas, é criar bons projetos e contratos de qualidade, dessa forma o investidor terá mais confiança.

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